sexta-feira, 30 de maio de 2008

Reflexão sobre as faltas no futebol brasileiro

Amigos do futebol, tem um coisa que tem me irritado muito ultimamente: A quantidade de faltas em uma partida de futebol aqui no Brasil. Nos campeonatos europeus dificilmente um jogo tem mais de 20 faltas. Aqui no Brasil, os jogos ultrapassam a marca de 50, 60 faltas. É horrível acompanhar partidas assim.

Tenho observado três fatores que contribuem para isso:

1) A “malandragem” do jogador brasileiro

É irritante ver os jogadores se jogando a todo momento com qualquer esbarrão. Um simples encostão é motivo para um cena digna de Oscar. Rolam no chão, pedem cartão, alguns até saem de maca. O meia-atacante Leandro ex-são paulo é um exemplo típico desse tipo de jogador que me irrita.

Alguns momentos, os jogadores até abdicam de continuar uma jogada para simularem faltas e pênaltis jogando a torcida contra os árbitros. Isso faz com que o jogo tenha mais tempo com a bola parada do que rolando tirando o brilho e os momentos de emoção das partidas.


2) A arbitragem brasileira

Como eu gosto de assistir Libertadores e os campeonatos europeus! O jogo rola solto e os árbitros não marcam falta de jeito nenhum em esbarrões. O Santos, por exemplo, reclama que Kleber Pereira sofreu pênalti no jogo contra o América semana passada que o eliminou da Libertadores. Balela! O árbitro Jorge Larrionda não marcou nenhuma falta deste tipo durante a partida e não seria dentro da área que marcaria.

Com uma arbitragem que deixa o jogo rolar, os jogadores “cai-cai” ficam intimidados e param de se jogarem. Por isso muitos times brasileiros sofrem para disputar a Libertadores.

Os árbitros brasileiros têm muito medo de se perderem na partida e seguram o jogo marcando falta em todo o tipo de contato.


3) Os comentaristas de arbitragem

Essa é a classe mais nefasta do mundo do futebol. Criou uma carreira para os árbitros aposentados. Arnaldo Cezar Coelho, Renato Marsiglia, José Roberto Wright, Oscar Godoy e Cia estão na TV e em outros veículos de comunicação para criticar seus ex-colegas de profissão nos brindando com toda a sorte de abobrinhas que o ouvido humano é capaz de escutar.

Notei que eles têm seus prediletos e seus desafetos. Por exemplo se está apitando um árbitro que determinado comentarista gosta, ele faz de tudo para concordar com suas marcações, mesmo que as vezes sejam ridiculamente erradas. Seria coincidência?

Isso fez com que aparecessem frases célebres como “teve um braço nas costas...”, “a cabeça estava adiantada...”, “chegou com força desproporcional...”.



Enfim, afirmo e reafirmo que futebol é esporte de contato. É natural que haja contato, proteção com o braço, etc...

Infelizmente nosso futebol tem ficado impossível de se assistir devido esse cenário peculiar e único no futebol mundial.

E é assim...

Rafael Duarte

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