Amigos do futebol, quem gosta de mata-mata está adorando o campeonato. Nessa reta final, as partidas estão com emoção, garra e pegada de eliminatórias. Não importa se está jogando em casa, fora ou contra adversário bom ou ruim, o que importa é a vitória e todos estão preocupados só com isso. Muricy que é um adepto do chamado futebol de resultado está exaltando sua forma de pensar que ganhou participação até mesmo de Luxemburgo que encarnou o espírito da coisa e viu que o que importa mesmo são os pontos.
Vimos ontem no chiqueirão os suínos ganhando apertado do Goiás com um gol de pênalti marcado por Alex Mineiro. O São Paulo suou e foi favorecido por uma interpretação da arbitragem, mas ganhou fora de casa e como isso tem sido raro no campeonato, essa vitória pode fazer a diferença. O único da ponta que passeou foi o Cruzeiro que deu um chocolate no ainda líder Grêmio.
No Engenhão, o primeiro tempo foi sem açúcar com uma única chance do São Paulo com JW, mas as emoções estavam reservadas para o segundo tempo quando o São Paulo e o Botafogo resolveram atacar e partida ficou eletrizante. Após uma saída errada do goleiro Renan o jovem promissor Jean fez um golaço por cobertura colocando o tricolor na frente. Eu tinha a impressão que o São Paulo já havia ganho o jogo, porque se fechar na defesa e sair em contra-ataque é especialidade do time de Muricy, mas o que se viu foi uma dificuldade em conter os avanços do Botafogo que empatou após excelente defesa de Rogério e um vacilo incrível de Miranda. Se existe algo ruim em um zagueiro técnico é que ele reluta em dar chutão, mesmo dentro da área.
A partir daí pensei que o resultado tinha ido para o brejo, mas Diguinho resolveu vacilar na meia-cancha e o São Paulo disparou com Dagoberto que passou para Hernanes que deu um corte seco em três zagueiros e marcou outro golaço.
O Bota foi pra cima com quatro atacantes e empatou a partida com Lucas. A gritaria no meu condomínio era geral, mas tive que educadamente mandar todos os porcos e gambás calarem a boca porque o gol foi anulado. O bandeira interpretou que Wellington Paulista em posição irregular participou da jogada e portanto estava impedido, faltou pulso ao árbitro não ir na do bandeira. O que importa mesmo são os três pontos.
Já fomos assaltados contra o Grêmio e Inter em Porto Alegre e essa ajuda só foi uma compensada no prejuízo acumulado.
No fim da partida foi um sufoco, pensei que teria um colapso de tão nervoso. Para quem acha que pontos corridos não tem emoção, eu diria que nesse campeonato temos, pelo menos, cinco finais por rodada.
Notas
Rogério: Grandes defesas, catimba e experiência. Tem capitão por aí precisando fazer um curso com Rogério de como se lidera uma equipe. 9
Rodrigo e André Dias: Seguros e sem comprometer. 7
Miranda: Foi bem, mas o vacilo no gol do Bota poderia ter custado caro. 5
Jancarlos: Se escondeu embaixo da linha lateral. Foi tímido no ataque, se preocupou só em defender
Jean: Um jogador de ponta por ano... Essa é a linha de produção de Cotia surtindo efeitos. Tem personalidade, marca bem, saiu para o jogo e ainda marcou um golaço. 9,5
Hernanes: Ora volante, ora meia. Não é querendo ser doente (como diria meu amigo Ariosto), mas não está devendo para nenhum grande jogador da sua posição (Lampard, Gerrard, Pirlo, Beckham, Anderson, etc...) 9,5
Hugo: Não estava muito ligado, mas contribuiu bem taticamente chegando no ataque e marcando quando necessário. 6,5
JW: Tem voltado a fazer diferença com seus passes, lançamentos, cruzamentos e chutes de longa distância. 7,5
Dagoberto: Muita correria, mas pouca eficiência. 6
Borges: A bola quase não chegou, mas também ele estava num sono... 5
Entraram
André Lima: Entrou no lugar de Borges e deu continuidade ao desempenho do companheiro. 5
Bruno: Entrou no final para segurar o resultado. Sem nota
Anderson: Foi aquela substituição para gastar tempo. Sem nota
Muricy: Como ele mesmo diz: Quem quer ver espetáculo vá ao teatro. Seu time é raçudo, tem pegada, mas joga um futebol horroroso. É líder ao lado do Grêmio e tem tudo para embalar com os três jogos que tem na seqüência em São Paulo. Como contestar os números? 9
E é assim...
Rafael Duarte
quinta-feira, 30 de outubro de 2008
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