quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

Agora eu entendi os ‘factóides’

Amigos do futebol, fim de temporada, tricolor campeão, todo mundo de férias, jogos beneficentes, tudo normal para a época do ano exceto por uma notícia que surpreendeu a todos: A contratação de Ronaldo pelo Corinthians.

Achei a notícia sensacional! Todo mundo só fala disso. O gordinho foi contratado para ganhar um salário astronômico e usar o time da Marginal para se promover – processo semelhante ao de Adriano que usou o São Paulo e foi embora como um raio.

Esse processo é ótimo para jogadores famosos e sem a mínima condição de atuar em alto nível, mas que não querem perder as regalias e o holofote da mídia. Para os clubes o processo é penoso, vide o São Paulo que teve que jogar em função do Imperador e perdeu as duas competições que disputou (Paulistinha e Libertadores).

Com relação ao jogador, sempre nutri absoluto desprezo a pessoa dele, pois sempre achei que jogou muito mais pelo nome e pela Nike do que pelo futebol. Ronaldo teve uma única boa temporada quando esteve pelo Barcelona, no mais foram apenas alguns bons jogos cercados de atuações completamente apagadas e contusões. Isso porém, nunca tirou sua categoria de titular absoluto da seleção, mesmo completamente fora de forma, como na Copa de 06... Coisas de Nike...

A torcida do Flamengo ficou enfurecida, pois esperada o gorducho na Gávea, mas o interesse da Nike falou mais alto e a briga que os flamenguistas tiveram com a empresa americana pesou no caso e o jogador foi parar do outro lado da ponte aérea.

Portanto, agora só se fala nisso, e os gambás estão muito orgulhosos porque eles são assunto na mídia e os demais clubes ficam em segundo plano.

Nós sãopaulinos aprendemos esse ano que é bem melhor ser campeão do que ser pano de fundo de jogador-estrela como fomos como Adriano e agora os gambás são com o Ronaldo.

Para a mídia é uma festa! A galerinha dos microfones gosta de fermentar os ‘factóides’. Palavra que finalmente eu entendi após ser proferidas várias vezes por Wanderley Luxemburgo.

E é assim...
Rafael Duarte

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