Amigos do futebol,
É impressionante como os times brasileiros caem como patinhos no jogo dos argentinos. Ontem não foi diferente, o Cruzeiro, mesmo sendo superior tecnicamente, entrou no jogo de porrada e catimba do Estudiantes e acabou perdendo de virada em pleno Mineirão.
O primeiro tempo só teve porrada, cotoveladas, pontapés, socos... Futebol que é bom, nada!! Os argentinos pareciam gostar do empate e o Cruzeiro não articulava jogadas para chegar ao gol adversário.
No segundo tempo o Cruzeiro voltou melhor. Fez o básico: Tocou a bola e facilmente chegou ao ataque. Aos 9 minutos, em um chute de longa distância de Henrique, a bola desviou e foi para o fundo do gol.
Sinceramente não achei que os argentinos teriam forças para sequer empatar o jogo, pois até aquele momento, não tinham mostrado força ofensiva para furar a boa marcação do Cruzeiro, mas não demorou muito para o empate... O Cruzeiro achou que a partida já estava ganha, transparecia que já eram os campeões e ficaram desatentos demais. Aos 11 minutos, depois em um cruzamento da direita, ninguém marcou e o Estudiantes empatou.
Foi um tremendo balde de água fria. O Cruzeiro não conseguia mais jogar, o Estudiantes se aproveitou e começou a levar muito perigo. Aos 30 minutos, Verón cobrou escanteio na cabeça de Boselli e os hermanos viraram. O Mineirão se calava.
O Cruzeiro na base do bumba-meu-boi ainda tentou com Tiago Ribeiro duas vezes, mas conseguiu apenas uma bola no travessão. Os argentinos cozinharam o jogo até o apito final e comemoraram sua 4ª Libertadores.
Verón, o grande herói da conquista, desabou em lágrimas e só se ouviu cantoria da “hinchada” de La Plata.
Mais uma vez a Libertadores mostra que não basta técnica e tática para ganhá-la. É um torneio curioso e tão cobiçado justamente por isso, é totalmente imprevisível! Ganhou o Estudiantes, mas poderia ganhar qualquer um. A tônica deste ano foi não ter nenhum time como bicho-papão, ninguém se sobressaiu e a raça e a vontade fizeram mais uma vez os brasileiros ficarem com o vice.
E é assim...
Rafael Duarte
quinta-feira, 16 de julho de 2009
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