Amigos do futebol,
Tenho refletido ultimamente no papel do técnico de futebol. De uns anos para cá (mais precisamente desde Telê Santana) o técnico alçou o posto de estrela máxima de um time, recebendo o maior salário, o maior crédito em caso de vitória e toda responsabilidade em caso de derrota.
Luxemburgo nos anos 90 deu glamour ao ofício, fazendo um grande marketing querendo provar que os treinadores são jogadores de xadrez que através de suas estratégias conseguem bater o adversário. Os jogadores passaram a ser apenas peças nas mãos dos técnicos, meros seres inanimados. Foi nessa época que surgiu a expressão “nó tático” quando um grande técnico derrotava outro igualmente competente.
Eu não concordo com esse confete todo sobre os técnicos. Eu os comparo a um piloto de Fórmula 1. Não adianta ser o melhor e mais competente. Se o piloto não tiver um bom carro não chega a lugar nenhum. Em contrapartida, o cara pode ser um barbeiro, mas se tiver uma máquina muito superior aos concorrentes, ganhará com facilidade.
É por isso que não dou tanto crédito a um treinador quando ganha. São os jogadores no campo que fazem a diferença. São eles que fazem as grandes jogadas, acertam os chutes indefensáveis, tomam os frangos, falham na marcação...
Desde Rinus Michels e sua laranja mecânica em 1974, não tivemos nada surpreendente na tática do futebol. Todos os treinadores fazem mais ou menos a mesma coisa; a diferença de colocar um terceiro zagueiro ou um cabeça de área ou um meia que aparece no ataque não é preponderante para fazer de um treinador um gênio ou uma besta.
Por isso, acho uma grande besteira clubes pagarem salários tão altos a técnicos. Vagner Mancini e Sérgio Guedes recusaram dirigir o Flamengo por R$ 80 mil mensais já que o “piso” dos técnicos dos times de primeiro escalão é de R$ 200 mil por mês sendo que tem times que pagam até o dobro disso.
Como diria Boris Casoy “Isso é uma vergonha!!”
E é assim...
Rafael Duarte
quarta-feira, 5 de agosto de 2009
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