segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Passando a limpo: São Paulo 1 x 2 Santos

Amigos do futebol

Agora eu entendo o sentimento do meu amigo Ariosto no ano passado. Olhei no arquivo do blog e li a postagem de 09/03/2009, logo após o jogo Corinthians 1 x 1 Palmeiras em que o gordinho fez o gol de empate e derrubou o alambrado, lembram-se? Então deu nojo naquele fim de semana assistir aos programas esportivos. Todos só falavam da coisa gorda, esquecendo-se do jogo, dos times... O resto, virou só resto.

Pois é, eu pensei que a imprensa não fosse capaz de se superar, mas conseguiram com louvor. A volta de Robinho teve direito à chegada de helicóptero, transmissão ao vivo pelas TV’s, ampla cobertura e um clássico pela frente. Ingredientes para aquelas matérias com musiquinhas de fundo, narrações melosas e discursos melodramáticos como só nós sabemos fazer (superando até os mexicanos).

Só que o SP tinha a faca e o queijo na mão para estragar toda a festa. Era simples: Cola uma zagueiro em cada atacante, um faz a sobra e não desgrudas dos moleques nem se eles saírem de maca, mas o que se viu não foi isso.

No primeiro tempo o SP foi amplamente dominado. O tricolor mal chegou ao ataque. O tal 3-4-3 não funcionou. Hernanes, Dagoberto e Marcelinho não fizeram absolutamente nada, JW e Jean não passaram do meio-campo e o que se viu foram os dente-de-leite da baixada fazerem a festa pra cima da defesa, até que Miranda cometeu pênalti bobo em Arouca.

No segundo tempo, Gomes fez uma coisa meia maluca, mas que em princípio deu certo. Ele lotou o meio-de-campo. Sacou Washington que mal pegou na bola e colocou Cléber Santana. Jean voltou a ser volante e Hernanes ficou bem aberto na direita. O time ficou com os três zagueiros, dois volantes marcadores (Ricky e Jean), dois alas bem abertos (JW e Hernanes) e Cléber articulando. O tricolor passou a dominar a partida e empatou com Roger dando seu primeiro toque na bola.

Tudo ia bem, o SP tinha a posse de bola e em qualquer momento poderia virar, mas o time começou a vacilar na marcação, principalmente nas alas. Léo e Wesley começaram a aparecer e em um cruzamento, Xandão não acompanhou o Robinho que marcou de letra.

Aí a vaca foi para o brejo e nem Leo Lima que entrou para povoar ainda mais o meio não resolveu e amargamos a derrota não para o Santos, mas para o circo armado para o Robinho. Assim como Palmeiras no ano passado, fomos os coadjuvantes perfeitos.

Sinceramente me senti o Dedé Santana que nos Trapalhões era o cara que sempre tentava armar pra cima do Didi, mas no final saía como um bocó. Então, esta semana me chamem de Rafael Santana!

Notas

Rogério: Grandes defesas que impediram entre outras coisas, outros gols do Robinho. Eu fiquei com vergonha da paradinha do Neymar, imagine ele. 7

Renato Silva: Por incrível que pareça não comprometeu, inclusive fazendo bons desarmes. 7

Xandão: Vinha fazendo a partida para um 9, mas não acompanhou o dito cujo no lance do gol. 6

Miranda: Tem feito uns pênaltis bem bobos. 5

Jean: Na ala, quase passou desapercebido, no meio jogou bem e quase fez um gol. Tomou uma caneta vergonhosa do Ganso. 5

Ricky: Num geral jogou bem tanto na marcação quanto na saída de bola, mas adivinha quem perdeu uma bola fácil na jogada do pênalti? 4

Hernanes: Não jogou mal, mas também não decidiu como em outros jogos. Pelo menos fez a parte dele. 7

JW: Bem tanto tática quanto tecnicamente. 7

Marcelinho: Entrou em campo? 1
(Leo Lima): Jogou pouco. S/N

Dagoberto: Ficou no vestiário com o Marcelinho. ZERO
(Roger): É 10x mais caneludo que o Washington, mas pelo menos hoje fez um gol. 6

Washington: A bola não chegou. S/N
(Cléber Santana): Tem que ser titular. Tem um toque refinado. Joga de cabeça erguida. 7


Gomes: Vou resistir e não avaliar, mas quarta-feira encerra o prazo. S/N

E é assim...
Rafael Duarte Santana

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